quarta-feira, novembro 28, 2007
quinta-feira, novembro 22, 2007
What goes around comes around
Ter a verdade à frente dos olhos e aperceber-me do quanto sou cega... por nostalgia da miupia!
Confesso.
Tenho-te aqui.
Em silêncio... agora partilhado.
Sinto o quebrar do cerco em palpitação e razão ruidosa.
Dá-me a luz que dá resposta ao passo dado, mas finge só mais um pouco.
Prolonga o meu trajecto para ser eu a escolher.
E deixa-me continuar a olhar-te.
quarta-feira, novembro 21, 2007
Cheira a Terra
A chuva chegou e com ela o vento do mar seguido por nortada gélida!
Mas soube bem...
Parece que o relógio está novamente acertado, ao ritmo da temperatura que antes só se fazia sentir à noite.
Preciso de arranjar um guarda-chuva...vou render-me! Perco-os todos.
Assim que o sol abre, esqueço-me completamente deles.
Num canto quaquer para servirem outrém em risco de molha!
Já diz o ditado... quem anda à chuva :).
domingo, novembro 18, 2007
Quantos Olhos Tem a Tua Alma?
Queria-te perguntar... quantos olhos tem a alma?
Se me vês por ela e como me vês?!
Será que me olhas e miras, será que me captas como fragmentos multiplicada em mim, ou será que sou apenas enevoamento?
Será que constóis uma pessoa à medida daquilo que vês?
O que a alma te deixa sentir em mim?!
Com quantos olhos me vês?
Quem me vê afinal?
quinta-feira, novembro 15, 2007
E da palavra nasce...
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Começo a pensar se não estarei a desenvolver uma qualquer tipologia de demência literária.
Não consigo acabar nenhum dos livros que comecei.
Não me ocorrem as palavras mais expressivas para exprimir o que quero transmitir para fora...pela oralidade e pela escrita.
Mas o pior ainda é na palavra ouvida! Quando temos que as saber usar...e elas não surgem.
Fico-me a sentir mais ignorante do que aquilo que sou. E temo que isso se deixe passar aos olhos dos outros. O temor está semeado na raiz da fúria de me fazer conhecer como aquilo que sou e não nas essencia das falsas projecções que me despejam todos os dias.
Tenho que ser esta ali, aquela acolá, mais além libertar-me um pouco de tudo, que afinal são também fragmentos de mim, mas que no entanto não me transmitem em metade da originalidade daquilo que sou.
Tentar ter um pouco de equilíbrio no meio de tanta coisa instável e passageira. Só eu sei aquilo em que penso. Em silêncio, aguardando talvez por um pouco de ouvido certo! Neutral, sem julgamentos precipitados e sem o medo da intimidade das almas.
A Aceitação.
Caramba... também há lugar para mim com certeza!
E mais uma vez no silêncio nascem as palavras que me vão ressuscitando à realidade que me tem oferecido dias de sol lindos... mas sem o cheiro das primeiras chuvas que me faziam sentir o cheiro da terra.
Talvez precise apenas de rega, a minha memória lexical.
E continuo a ser eu mesma a carregar a pilha ao dias luminosos. É quase natal...
terça-feira, novembro 06, 2007
Crush Till it Hurts
Vou observando o mundo, de fora!
Por esta placa de vidro e por estes olhos vidrados.
Marco passo à medida da saudade e ando em frente. Numa cadência lenta como o pensamento, que olha astuto e fugaz para tudo o que os limites da minha miupia me permitem.
Vejo-me por vezes corar no silêncio daquilo que me assombra e que ao mesmo tempo me alenta a sorrir.
Passo a seguir a outro passo...
Espreito à medida da minha velocidade os "Pequenos Tesouros" que ainda existem, deleitando-me à pressa com a sensação com que me atingem e... sorrio.
Tento, no limite da minha ansiedade, apreciar tudo o que tenho à minha medida.
E fico-me mais um pouco a sorrir...só para poder imaginar aquilo que tu sabes.
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