domingo, dezembro 09, 2007
quarta-feira, novembro 28, 2007
quinta-feira, novembro 22, 2007
What goes around comes around
Ter a verdade à frente dos olhos e aperceber-me do quanto sou cega... por nostalgia da miupia!
Confesso.
Tenho-te aqui.
Em silêncio... agora partilhado.
Sinto o quebrar do cerco em palpitação e razão ruidosa.
Dá-me a luz que dá resposta ao passo dado, mas finge só mais um pouco.
Prolonga o meu trajecto para ser eu a escolher.
E deixa-me continuar a olhar-te.
quarta-feira, novembro 21, 2007
Cheira a Terra
A chuva chegou e com ela o vento do mar seguido por nortada gélida!
Mas soube bem...
Parece que o relógio está novamente acertado, ao ritmo da temperatura que antes só se fazia sentir à noite.
Preciso de arranjar um guarda-chuva...vou render-me! Perco-os todos.
Assim que o sol abre, esqueço-me completamente deles.
Num canto quaquer para servirem outrém em risco de molha!
Já diz o ditado... quem anda à chuva :).
domingo, novembro 18, 2007
Quantos Olhos Tem a Tua Alma?
Queria-te perguntar... quantos olhos tem a alma?
Se me vês por ela e como me vês?!
Será que me olhas e miras, será que me captas como fragmentos multiplicada em mim, ou será que sou apenas enevoamento?
Será que constóis uma pessoa à medida daquilo que vês?
O que a alma te deixa sentir em mim?!
Com quantos olhos me vês?
Quem me vê afinal?
quinta-feira, novembro 15, 2007
E da palavra nasce...
..................................................................................................................................................................
Começo a pensar se não estarei a desenvolver uma qualquer tipologia de demência literária.
Não consigo acabar nenhum dos livros que comecei.
Não me ocorrem as palavras mais expressivas para exprimir o que quero transmitir para fora...pela oralidade e pela escrita.
Mas o pior ainda é na palavra ouvida! Quando temos que as saber usar...e elas não surgem.
Fico-me a sentir mais ignorante do que aquilo que sou. E temo que isso se deixe passar aos olhos dos outros. O temor está semeado na raiz da fúria de me fazer conhecer como aquilo que sou e não nas essencia das falsas projecções que me despejam todos os dias.
Tenho que ser esta ali, aquela acolá, mais além libertar-me um pouco de tudo, que afinal são também fragmentos de mim, mas que no entanto não me transmitem em metade da originalidade daquilo que sou.
Tentar ter um pouco de equilíbrio no meio de tanta coisa instável e passageira. Só eu sei aquilo em que penso. Em silêncio, aguardando talvez por um pouco de ouvido certo! Neutral, sem julgamentos precipitados e sem o medo da intimidade das almas.
A Aceitação.
Caramba... também há lugar para mim com certeza!
E mais uma vez no silêncio nascem as palavras que me vão ressuscitando à realidade que me tem oferecido dias de sol lindos... mas sem o cheiro das primeiras chuvas que me faziam sentir o cheiro da terra.
Talvez precise apenas de rega, a minha memória lexical.
E continuo a ser eu mesma a carregar a pilha ao dias luminosos. É quase natal...
terça-feira, novembro 06, 2007
Crush Till it Hurts
Vou observando o mundo, de fora!
Por esta placa de vidro e por estes olhos vidrados.
Marco passo à medida da saudade e ando em frente. Numa cadência lenta como o pensamento, que olha astuto e fugaz para tudo o que os limites da minha miupia me permitem.
Vejo-me por vezes corar no silêncio daquilo que me assombra e que ao mesmo tempo me alenta a sorrir.
Passo a seguir a outro passo...
Espreito à medida da minha velocidade os "Pequenos Tesouros" que ainda existem, deleitando-me à pressa com a sensação com que me atingem e... sorrio.
Tento, no limite da minha ansiedade, apreciar tudo o que tenho à minha medida.
E fico-me mais um pouco a sorrir...só para poder imaginar aquilo que tu sabes.
segunda-feira, outubro 22, 2007
Numbe
Em estado de ressaca retiro-me!
Contorso-me constantemente na esperança de alcançar o almejado relaxamento muscular...
Básicamente... desejava ser dona do meu corpo.
Agora não, mais um passo apressado sem direcção planeada...e vou!
Um chá, o chocolate, os cigarros outra vez, se bem que são horríveis e de enrolar (para tentar não fumar mais), o chocolate, o chá e Eu.
Ai passadeira dá-me energia fluida.
I´nté
sexta-feira, outubro 05, 2007
A Batalha oral.
"Os homens não se conhecem e este é o seu maior defeito.
O Ignorante é ousado, o Sábio tímido.
Um para se impor faz-se pedante;
O outro, para esconder-se, humilha-se;
Aquilo que geralmente observamos é, a mediocridade a vencer pela sua actividade...
E o valor esquecido, por não querer afrontar".
É talvez por isso que me sinto tantas vezes sozinha no discurso que faço!
Acontece.
Sabemos que não somos os únicos a assim pensar, mas falamos sem eco devido à insegurança que habita naqueles que nos rodeiam e que faz com que o que sentem, não saia pelo som!
quarta-feira, outubro 03, 2007
Fala-me de ti!
Acredito que por entre os gestos que falho, os sorrisos que não vejo e as palavras que só agora começo a ouvir ... existe algo mais!
Sei que te estás a revelar um pouco, meio a ver que peixe pára no coral!!! Observas e finjo que não vejo...
No fundo gosto de te saber interessado, de te ver sem seres visto (ou assim o pensares).
Num dia como este meio àgua meio sol, cruzarei o teu caminho e lanço-te um sorriso enfeitiçado... para te recordares de mim.
Agora não me perguntes. Fala-me de ti!
sábado, setembro 15, 2007
Por aqui vou ficando!
terça-feira, setembro 04, 2007
I Wish...
All I know is that you're so nice,
You're the nicest thing I've seen.
I wish that we could give it a go,
See if we could be something.
I wish I was your favourite girl,
I wish you thought I was the reason you are in the world.
I wish I was your favourite smile,
I wish the way that I dressed was your favourite kind of style.
I wish you couldn't figure me out,
But you always wanna know what I was about.
I wish you'd hold my hand when I was upset,
I wish you'd never forget the look on my face when we first met.
I wish you had a favourite beauty spot that you loved secretly,
'Cos it was on a hidden bit that nobody else could see.
Basically, I wish that you loved me,
I wish that you needed me,
I wish that you knew when I said two sugars, actually I meant three.
I wish that without me your heart would break,
I wish that without me you'd be spending the rest of your nights awake.
I wish that without me you couldn't eat,
I wish I was the last thing on your mind before you went to sleep.
All i know is that you're the nicest thing I've ever seen;
I wish that we could see if we could be something
Kate Nash - Nicest Thing
domingo, setembro 02, 2007
O que passou!
quinta-feira, março 29, 2007
Subtis Mudanças...
As mudanças estão sempre a acontecer. Por vezes passa-se um tempo entediante em que nada de novo se passa nos meus dias, em que nada me surpreende e isso... deixa-me num estado de alma lastimável. É como se não fizésse muito sentido por cá andar ... para isso... para nada acontecer.
E então, geralmente em tal cenário, parto à procura do que se passa mais longe. Ultimamente, nada se passava nem mesmo ao longe. Ou porque o meu tempo andava desencontrado do dos outros,ou porque anda tudo muito ocupado com nada, fugindo do tempo que passa, ou mesmo fugindo de qualquer contacto que os faça recordar que somos todos humanos ... ainda!
Mas o certo é que mal consigo chegar perto da vida dos outros... nem tão pouco do corpo deles! Confeço que apetece-me dar-lhes um estalo daqueles que faz eco e que tudo se cala à espera do porquê... virar as costas e pronto... acredito que ficaria tudo igual, tudo na sempre mesma coisa.
Adiante...
Resolvi então dada a táctica falhada, permanecer num só único mundo e esperar o que ele me revelava. O meu mundo!
A paciência, essa tive que reinventá-la, recriá-la, pois não tem sido o meu forte de uns tempos para cá. Mas senti que era urgente saber beber dela, com calma e sabedoria como outrora. Se assim pensei, melhor o fiz, porque lentamente apercebi-me das coisas que vão passando mesmo à minha frente.
Novidades, trabalho novo, novas caras, nova viajem e finalmente.. novos sorrisos.
Claro que agora gasto o dobro da gasolina... mas sabem, compensa sair daqui onde tudo está sempre igual.
Todas as manhãs dá-me gosto saber que vou passar por aqueles campos verde, só para chegar ao trabalho. E quem sabe, não estarei assim tão optimista porque estou no caminho certo? É esperar para ver...
Venha, mais...e das boas por favor...e se poder ser, que tragam gente também ;)
quarta-feira, março 21, 2007
domingo, março 18, 2007
Untoutchble
Tinha pedido ao tempo que me fizésse perceber o porquê das coisas. Ele não me atendeu!Pedi então ao "tudo" que me rodeia, à energia que faz girar o mundo, que rega a terra, que faz o sol brilhar... um pouco de luz. E Ela veio :)
Percebi então que as respostas que sempre entendi procurar dentro de mim, nem sempre cá estão! São coisas que acontecem... que germinam da coincidência dos dias, das horas e mesmo das esquinas.
Descobri também que existem coisas que aparecem no nosso caminho para simplesmente nos fazer pensar, para nos fazer respeitar mesmo aquilo que menos gostamos em nós.
Escolhi então, sentar-me aqui e ficar à espera de nada! Do nada surgirá algo concerteza, porque sempre me disseram, que quem espera sempre alcança, e eu vou andar atenta, olho aberto e desperta em mim mesma. Vou procurar-me, encontrar-me... e somente depois dessa descoberta, deixar os outros entrar.
Até lá serei dispersa nos sentidos para o exterior, contida em mim mesma, alegremente "untoutchble".
Quem me quiser ... que me procure!
terça-feira, março 13, 2007
Estado de ... Só
Ontem cheguei a casa
em total desorientação. Ao sair do carro em direcção à porta as lágrimas começavam já a romper e quase tropecei nesta longa escadaria! O silêncio fez aumentar o meu desespero...sim, estava desesperada. Algo me invadiu como um turbilhão que nisto esvaziou o meu conteúdo deixando-me oca! Senti que a minha voz vibrava cá dentro... eu e eu, mais ninguém.
Deixaram-me aqui, assim, sem nada para preencher a minha imaginação, sem razão de estar... e ninguém atende o telefone quando mais precisamos!
Joguei-me para o parapeito do 1º andar e acendi um cigarro, as lágrimas vinham sem as sentir... e esvaziando-me sentia-me cada vez mais nada! Não era o alívio que surgia, era a humildade que aflorava, quando juntei as mãos e roguei a um deus que desconheço de vista, que me desse alento, que me desse forças para continuar aqui, assim, tão só! Dei por mim a deixar-me levar e assim sim, pedi alguém que se chegásse a mim... com carinho e afecto, companhia, amizade, lealdade e partilha, alguém que me ame por aquilo que eu sou nos maus e nos bons momentos... alguém que ainda espero.
Adormeci com os olhos inchados depois de fumar o maço inteiro, cigarro por cigarro, ao ritmo das gotas que deitava para fora.
Nem os sonos me pouparam...mas pelo menos sonhei,já nem me recordo da ultima vez que me lembrei de um sonho. Foi um pesadelo doloroso e de tão real, deixou-me assim, como quem levou uma bofetada para acordar!
Encolho-me e deixo-me ficar neste canto de luz por breves instantes... renasci!
sábado, março 10, 2007
Tá Nebulado...
Hoje carrego-me assim... cinzenta! Sinto-me deveras sozinha. Sim, é sabido que quando para aqui me mudei, já sabia ao certo aquilo que iria encontrar...já cá estive antes! Mas há dias assim, em que os amigos valem mais que ouro, e os meus...estão tão longe de mim, longe mesmo , geográficamente. Aquele abraço, um olhar, até mesmo uma estalada amigável, era aquilo que queria nesta noite só. De todos os próximos, convidei, mandei msg a desencaminhar para um programa apetecível, musical, acolhedor, amigos de quem toca... nem assim! Uns nem resposta deram... outros nem comigo foram. Estou eu aqui. Com a gasolina contada para poder ir trabalhar até ao final do mês, sem companhia para aparecer no tal sítio! O que me entristece mais é que, hoje é sábado, e ninguém... mesmo ninguém me convidou para fazer... nada! Onde estou eu no imaginário desta gente? Porque insisto em fazer parte do "nada" que eles têm? Que saudades da minha vida... Vou ver o filme do Labirinto esse sim... ao menos vai fazer-me sonhar!
terça-feira, março 06, 2007
Mais uma volta...Devagarinho!
Tantas vezes dou por mim a pensar no mesmo, mas hoje pensei-o de uma outra forma qualquer.
Nessa forma de pensar carreguei-me de uma estranha paz onde andava e pensava devagar.
Digo devagar porque muitas vezes ando depressa... talvez depressa demais.
Quantas vezes me lanço ao encontro de algo que não conheço, sempre de braços abertos e o brilho nos olhos de quem parte à descoberta do novo que o outro e que todos nós somos por dentro.
Tal como uma criança sem medos, coloco a cabeça dentro da boca do cão... nunca mordeu. Não mordeu o cão... Porque as pessoas, essas têm o dom de banalizar a aproximação desinteressada, de tanto se acostumarem a procurar somente aquilo que precisam nos outros, e ... assustam-se!
Teme-se o que se desconhece (costuma-se dizer e bem).
E eu, eu fico pintada de cores mais sombrias que aquelas que visto, aos olhos dos outros.
Sei-me interessante e de bom fundo, mas sei também que a minha simpatia e sorriso aberto me fazem passar por tola em muitas cabeças alheias ao que reservo em mim... e sinceramente, não me acalenta o espírito tal ignorância. Ou será cobardia?
Para alguns. Sim... agora será apenas para alguns!
Aprendi a apreciar o tempo que tenho para mim sem por isso ficar preocupada com tantos que me cobram minutos. Sei que esses, nunca estarão lá quando preciso, não me abraçam com um sorriso, não se aproximam quando choro!
E é assim devagarinho que quero ficar. Vou passando sem pressas, a ver o que me rodeia e desta vez não me escapará um sorriso tolo, um sorriso igual ao meu... porque esse sim é raro por desdenho. Mas é desses que eu quero perto de mim para contemplar devagar tudo o que de presente ainda tenho em vida, na ingenuidade de ainda poder acreditar. Devagar, devagar...
terça-feira, fevereiro 27, 2007
A Queimar Tempo... A Quebrar o Coração!
Ando para aqui feita barata tonta de um lado para o outro, aos zigue-zagues... ocupo-me, paro, ocupo-me novamente, desligo... lembro-me de mais uma coisa... e zás... lá vou eu.
Levantei-me e resolvi que iria fazer as compras do mês. Aquelas que são menos importantes...mas tinham que ser feitas hoje. Tu, ficas deitado, mais uma vez deitado e este sol maravilhoso aqui no alto.
Zigue Zague... Zigue- Zague.
Merda... estou com quebras de tensão, nunca tive isto antes, deve ser deste estado lastimável em que de fuga me meto a rondilhar por ai sem parar...sem pensar.
Vou-te acordar camafeu... e quero ver onde me levas.
E mais... se tu me deres cabo do coração (do hardware mesmo) envio-te a conta da farmácia!
domingo, fevereiro 25, 2007
A Minha Almofada
Mudei de almofada...
Acordei e vi o que tinha à mão para mudar! Troquei-as, simplesmente.
Agora durmo encabeçada naquela que te pertencia. Não por ter saudades tuas, mas mais para afirmar que ela nunca foi tua... simplesmente a usáste.
Agora lavo os lençois e renovo a cama com novos cheiros. Não quero os teus cabelos espalhados no meu recanto de sonhos.
Vais sentir falta da minha almofada, eu sei (risos) tanto quanto do meu corpo, que mesmo não sendo perfeito, te dava calor, guarida e deixava-te seguro naquele instante!
A almofada... essa continua a mesma que conheci.
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
sábado, fevereiro 17, 2007
Dias de Sol
Há dias assim, em que basta o sol brilhar lá fora para acordar cheia de fé!
É como se soubesse que a pilha vai carregar mesmo antes de sair da cama.
O pequeno almoço tem outro sabor, o banho matinal outro relax, os passos são mais leves e ando como que a saltitar.
Dá tempo para tudo... tudo é feito com mais alegria e vontade e o melhor... tudo sai muito mais belo!
É dia para fazer aquele bolo de chocolate, aquela limpeza que já precisava, aquele momento de manicure e máscara facial .. momentos a sós! Ouvir aquela música, ler um apouco de poesia, escutar os pássaros lá fora e finalmente sair para a rua. Descalçar os sapatos mesmo com frio e deixar-me estar com os pés enterrados na areia. Apanho mais pedras da praia, não sei porque mas elas tornam-se irresistíveis com o reflexo do sol e meto-as no bolso!
Passei a ser coleccionadora, destas pedras, destes dias assim...
O sol carrega-me, refaz-me, alegra-me e transforma-me em vontade de concretização!
Hoje vai haver feijoada pro jantar ;)
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Dia Dos Namorados
A vida corre-me bem... sim hoje correu. Hoje, sem ti, tu que não és nem namorado (porque embora te designes como tal, não o és) !
Sinto-me bem , sinceramente bem.
Encontrei duas amigas na biblioteca que não via há muito e que me esboçaram um sorriso sentido e brilho nos olhos. Telefonaram-me dois amigos, tenho um convite para amanhã, um cafézito num belo lugar.
Falei com outros dois no messenger, tenho um convite para ir a Torres Novas como companhia, inspiração para fazer fotografia
Saudades da faculdade, falei com a amiga que está na Ilha, com o colega que está na outra Ilha... boa conversa, boas vibrações! Tenho um convite para domingo, um concerto em Portimão.
Fui ao Centro de Emprego, ofereceram-me dois empregos... melhor é impossível. Encontrei a amiga, a da biblioteca, mais outra dica para trabalho, uma universidade para as crianças. Tenhos duas entrevistas amanhã
Sabes, a vida corre-me bem quando não estás por perto. Quando o teu tempo preguiçoso não interfere na minha luta diária, aquela que tu não acompanhas porque estás sempre demasiadamente cansado.
Sinto-me a respirar, porque no fundo já me despedi te ti! Sigo seguindo com fome de ver o que está para vir...e sim, não estou sozinha vês.... a vida está a sorrir para mim e a dizer: VEM ... VEM ... há mais por descobrir! Que venha o próximo dia ... sem ti!
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
My Unfinished Sympathy
I know that i've been mad in love before
And how it could be with you
Really hurt me baby, really cut me baby
How can have a day without a night
You're the book that I have opened
And now i've got to know much more
The curiousness of your potential kiss
Has got my mind and body aching
Really hurt me baby, really cut me baby
How can you have a day without a night
You're the book that I have opened
And now I've got to know much more
Like a soul without a mind
In a body without a heart
I'm missing every part
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
TANGÍVEL
Se eu cair Apanhas-me?
Eu lembro-te!
Tento e tento...
Até que não resta nada para esconder.
Eu sou transparente
Podes ver!
Um livro aberto...
Que tu podes lêr.
Pode ser que possamos fazer um pacto.
Um acordo.
Podes tocar em tudo o que fôr tangível.
Talvez tu possas...
E nunca me deixares viver sem...
Se eu cair
Apanhas-me?
Pensei ouvir-te dizer que não deixavas!
Estás a perder-me...
Será que o sentes?
AMONÍACO PARA A ALMA
Seria interessante que se inventásse uma substância de compra livre tal como qualquer detergente de utilização doméstica comum, assim..no supermercado :) Porque não? Vendem-se coisas bem mais corrosíveis para nós humanos, nessas mesmas prateleiras
Bem, a substância em si seria um pouco diferente na finalidade dos demais, mas, no fundo, iria desempenhar uma papel semelhante ... tipo desinfectante!Seria claro, de utilização doméstica - pessoal tal um mix de "wc product for body" com uma substância química adicional (coisa pouca claro) mas super eficaz na desbolorização cerebral.
Pronto... era novo! Mas pensem lá, acho que valeria o investimento. Logo logo iria constar na lista de compras mensal...imaginem-no então no supermercado habitual: seria aconselhável localizá-lo na secção das rodelas de algodão, acetona, betadine, agua-oxigenada, preservativos e pensos rápidos (geralmente vizinho dos desodorizantes) a ordem "natural" das coisas que temos ao nosso dispor!
Acredito também, claro, que mais tarde ou mais cedo haveriam outros tantos produtos com direito à nova secção "Free your Brain" que acabariam por ser inventados, ou mesmo deliberados como venda livre, tipo Prozac LOL...e viva a dormência colectiva-e, toca a trabalhar que é esse o nosso lema, viver para trabalhar, sim, porque se ficares doente, embolorado das tuas ideias e emoções, já pouco és para esta nossa generosa sociedade capitalizada com um nicozito de fascismo à mistura, porque simplesmente... já não és sinónimo de LUCRO.
Podemos também recorrer à imaginação e aproveitando uma B.D que em tempos pude apreciar, colocar no depósito central de águas da cidade um dispositivo que libertará em pequenas doses o "dito detergente" e realizar um estudo acerca das alterações verificadas na população em geral num determinados periodo de tempo: baixa de agressividade, passividade, conformismo, falta de líbido, emburrecimento geral, uma nação apática...enfim o país dos NUMBS.
Em termos de custos, não posso garantir que o estado fosse poupar uma quantia significativa, pois vendo bem, na área da saúde já poupou o que havia para poupar faz tempo. Privatização do sector _ Até imagino o sloggan: SERVIÇO DE SAÚDE MENTAL POR REDE HIDRÁULICA - Distribuição de "lavagem cerebral" directamente na sua torneira por uma módica quantia. :) Ora armas químicas... BAHH... hahaha esta sim, seria a guerra mais inteligente e eficaz anti-terrorismo, nas torneiras dos governates deste mundo que julgam que o petróleo poderá um dia beber-seAinda tenho que lhe arranjar um nome!!! Alguma ideia?
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Receita da Maldade Humana
Agarre em duas medidas de estupidez
Junte trinta e quatro partes de mentira
Coloque tudo numa forma
Untada previamente
Com promessas não cumpridas!
Adicione a seguir o ódio e a inveja
As dez colheres cheias de burrice
Mexa tudo e misture bem.
E não se esqueça: antes de levar ao forno
Temperar com essência de espírito de porco,
Duas chávenas de indiferença
E um tablete e meio de preguiça!
E já está…
Ficará igualzinho a ti ;)
quarta-feira, janeiro 31, 2007
Podias Ser ou Poderias Ter Sido...
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Vive e Sente
Não me ames pela beleza, porque um dia ela acaba.
Não me ames por admiração, porque um dia decepcionas-te...
Ama-me apenas; porque o tempo não pode acabar com um amor sem explicação.
Não tentes perceber o amor porque vais estragá-lo, apenas sente e vive-o!
Abre o teu coração e não tenhas medo!
Se te magoares…paciência, mas viveste o momento como um grande Homem/Mulher!
Afinal somos todos Guerreiros ou não?!
sábado, janeiro 20, 2007
NA PRATELEIRA
Passo a passo … dedilho e sigo sem pensar no que senti… no que ainda me marca a pele, dos prenúncios elaborados e das dúvidas pressentidas!
Sabes-me bem… ainda…. no que deixaste apegado a mim neste coiro usado que carrego comigo do meu alto orgulhoso, que sem me definir... me pertence e marca… e não me deixa curvar mais vez alguma à sabedoria dos outros!
Usaste-o sem o desfolhar, olhaste-o sem o ler, pegaste-o sem seres detentor desse direito!
Curioso…perdi-me mas voltei, para mim, para o meu canto de novo! Para a minha prateleira cheia de outros livros velhos mas preciosos e por explorar.
Sei-o porque não encontrei o que procurei, também!
Indaguei-me vezes sem número, porque haverias tu de escolher precisamente este livro, de capa tão estranha, enrugada pelo trato e fora do contexto… pressenti-o … e quedei- -me a espiar o que nele lias. Tão culto, tão certo de ti, tão... duro por dentro! O relógio a fazer tic tac tic tac tic tac… no meu ouvido direito, enquanto no esquerdo esperava um sussurro na tua voz…um sopro apenas!
Sabes que não deves nunca possuir um livro sem o tempo necessário?…. Não saberias desfolhar página a página saboreando com deleite tudo o que uma história tem e guarda de secreto e belo dentro de si. É preciso tempo, sabes… breves minutos apenas por vezes, de um tempo que urge cada vez mais!
Capa dura, letra trôpega mas mesmo assim legível a quem a olha com alma nua de preconceitos… é assim o meu livro, aquele que te coloquei nas mãos com esperança de o acarinhares num qualquer canto banhado de luz… e perderes-te de olhos abertos por breves segundos…depois minutos…horas e quem sabe…uma vida!
Mas o livro que abriste não te pertence…e logo terás que o devolver à prateleira de sempre, por entre o pó que dele se ocupou num tempo antes de ti.
Até que um sopro regresse dessa janela que de tempos a tempos areja e renova a sala, deixo entrar a luz e com ela as marcas do tempo… aqui fico, nesta prateleira segura, acompanhada de mim mesma, lendo-me página a página e conhecendo-me antes de outro olhar se cruzar com a minha capa maltratada, rasgada, enrugada por entre tantas outras capas!
Queria que soubesses… que embora o sol nem sempre chegue às minhas páginas amarelecidas … vale a pena morrer por momentos entre o pó, para que de repente …num sopro apenas…a vida entre pela janela, traga o sol pra me marcar e volte a escrever mais uma página do que me faz regressar a ela!
Mas esta prateleira…essa será sempre minha, o meu refúgio, o meu local de descanso, onde me releio e confirmo, onde acumulo e arrumo o todo de que a vida me vai preenchendo… aos poucos… sempre aos poucos… mas para sempre, aqui dentro marcado, sem páginas rasgadas!
Nesta capa dura… que pegaste mas não leste!
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