quinta-feira, novembro 15, 2007

E da palavra nasce...

.................................................................................................................................................................. Começo a pensar se não estarei a desenvolver uma qualquer tipologia de demência literária. Não consigo acabar nenhum dos livros que comecei. Não me ocorrem as palavras mais expressivas para exprimir o que quero transmitir para fora...pela oralidade e pela escrita. Mas o pior ainda é na palavra ouvida! Quando temos que as saber usar...e elas não surgem. Fico-me a sentir mais ignorante do que aquilo que sou. E temo que isso se deixe passar aos olhos dos outros. O temor está semeado na raiz da fúria de me fazer conhecer como aquilo que sou e não nas essencia das falsas projecções que me despejam todos os dias. Tenho que ser esta ali, aquela acolá, mais além libertar-me um pouco de tudo, que afinal são também fragmentos de mim, mas que no entanto não me transmitem em metade da originalidade daquilo que sou. Tentar ter um pouco de equilíbrio no meio de tanta coisa instável e passageira. Só eu sei aquilo em que penso. Em silêncio, aguardando talvez por um pouco de ouvido certo! Neutral, sem julgamentos precipitados e sem o medo da intimidade das almas. A Aceitação. Caramba... também há lugar para mim com certeza! E mais uma vez no silêncio nascem as palavras que me vão ressuscitando à realidade que me tem oferecido dias de sol lindos... mas sem o cheiro das primeiras chuvas que me faziam sentir o cheiro da terra. Talvez precise apenas de rega, a minha memória lexical. E continuo a ser eu mesma a carregar a pilha ao dias luminosos. É quase natal...

1 comentário:

tubarão disse...

muito bom, consistência faz bem a todos, beijos e bons livros