terça-feira, março 06, 2007

Mais uma volta...Devagarinho!

Tantas vezes dou por mim a pensar no mesmo, mas hoje pensei-o de uma outra forma qualquer. Nessa forma de pensar carreguei-me de uma estranha paz onde andava e pensava devagar. Digo devagar porque muitas vezes ando depressa... talvez depressa demais. Quantas vezes me lanço ao encontro de algo que não conheço, sempre de braços abertos e o brilho nos olhos de quem parte à descoberta do novo que o outro e que todos nós somos por dentro. Tal como uma criança sem medos, coloco a cabeça dentro da boca do cão... nunca mordeu. Não mordeu o cão... Porque as pessoas, essas têm o dom de banalizar a aproximação desinteressada, de tanto se acostumarem a procurar somente aquilo que precisam nos outros, e ... assustam-se! Teme-se o que se desconhece (costuma-se dizer e bem). E eu, eu fico pintada de cores mais sombrias que aquelas que visto, aos olhos dos outros. Sei-me interessante e de bom fundo, mas sei também que a minha simpatia e sorriso aberto me fazem passar por tola em muitas cabeças alheias ao que reservo em mim... e sinceramente, não me acalenta o espírito tal ignorância. Ou será cobardia? Para alguns. Sim... agora será apenas para alguns! Aprendi a apreciar o tempo que tenho para mim sem por isso ficar preocupada com tantos que me cobram minutos. Sei que esses, nunca estarão lá quando preciso, não me abraçam com um sorriso, não se aproximam quando choro! E é assim devagarinho que quero ficar. Vou passando sem pressas, a ver o que me rodeia e desta vez não me escapará um sorriso tolo, um sorriso igual ao meu... porque esse sim é raro por desdenho. Mas é desses que eu quero perto de mim para contemplar devagar tudo o que de presente ainda tenho em vida, na ingenuidade de ainda poder acreditar. Devagar, devagar...

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